A infertilidade masculina é definida como a incapacidade de engravidar a parceira após um ano (12 ciclos menstruais) de relações sexuais frequentes sem uso de qualquer método contraceptivo. Não se deve confundir com esterilidade, que é definida como a incapacidade definitiva de engravidar a parceira. O fator masculino contribui para a falência reprodutiva em 50% dos casais inférteis.

As principais causas de infertilidade masculina são:

  • Enfermidades do hipotálamo e hipófise;
  • Alterações do transporte do espermatozoide;
  • Enfermidades primárias dos testículos;
  • Fatores desconhecidos (Em um número razoável de homens inférteis que apresentam baixa qualidade do sêmen, apesar de exaustiva investigação, não se consegue descobrir uma causa que justifique tal condição).

O exame para diagnóstico da infertilidade masculina é o espermograma, que deve ser realizado pelo menos duas ou três vezes, com intervalo de 10 a 15 dias entre cada exame, tendo em vista a grande variação que a produção de espermatozoides apresenta ao longo dos dias. Outros exames incluem dosagens hormonais, pesquisa de infecção do sêmen (em especial prostatite, que é a infecção da próstata), estudo genético (para verificar se o homem é portador de alguma alteração herdada, que prejudique a fertilidade), ou provas de função dos espermatozoides, mais complexas, realizadas em laboratórios especializados em reprodução humana.

O tratamento pode ser clínico, cirúrgico ou através de reprodução assistida. O procedimento clínico visa a adequação dos hábitos sexuais, interrupção ou substituição de medicamentos, suspensão do uso de álcool ou drogas, uso de hormônios para correção de alterações endócrinas, uso de antibióticos para cura de infecção, tratamento de impotência sexual, etc.

O cirúrgico compreende a correção da varicocele, reversão de vasectomia, microcirurgia para desobstrução de vias seminais. Já a reprodução assistida inclui a inseminação intra-uterina, fertilização in vitro (bebê de proveta) com ou sem micromanipulação de espermatozoides (injeção do espermatozoide diretamente no óvulo da parceira), dependendo da quantidade e qualidade de espermatozoides férteis presentes.

Fonte: site Guia do Bebê.