Incontinência é a perda involuntária de urina da bexiga em situações impróprias, devendo ser objetivamente demonstrável. A incidência na mulher aumenta com a idade, atingindo 25% após a menopausa. A perda involuntária de urina atua de forma devastadora na qualidade de vida da paciente, mas pode ser adequadamente tratada. Estima-se que existam mais de 30 milhões de mulheres incontinentes só nos EUA.

Existem dois mecanismos envolvidos na Incontinência Urinária em mulheres.

1- Incontinência do detrusor: ocorre devido à hiperatividade da musculatura detrusora da bexiga durante a fase de enchimento (bexiga hiperativa). Ou pode ocorrer devido a doenças neurológicas: derrames cerebrais, Mal de Parkinson, que leva a uma hiperreflexia do detrusor (músculo da bexiga).

2 – Incontinência Uretral: pode ser desencadeada por dois mecanismos básicos: ou pela falta de sustentação da bexiga e uretra, pelos ligamentos e músculos do assoalho pélvico, o que permite a uma mobilidade acentuada da uretra aos esforços físicos ou pela incompetência do esfíncter urinário.

A avaliação da Incontinência Urinária consiste na execução de diversas etapas cujas conclusões vão auxiliar na escolha do melhor tratamento. Etapas na avaliação:

  • Demonstração objetiva é a comprovação da perda urinária;
  • Teste do absorvente é a medição da intensidade da perda;
  • Diário miccional é verificação do número de eventos ao longo de um período de tempo;
  • Aplicação de questionários é avaliação da qualidade de vida;
  • Exame urodinâmico é a determinação exata do mecanismo de perda;
  • Avaliação global é a determinação dos problemas associados que podem interferir na escolha do tratamento.

Uma etapa fundamental no tratamento da IU é a realização do exame urodinâmico, que compreende a avaliação funcional da bexiga e/ou uretra demonstrando objetivamente a perda. É um exame simples, minucioso, realizado em ambulatório.

Fonte: Revista Brasileira de Medicina